Praia da Cal
Entre o Morro do Farol e o Morro das Furnas, com bares e restaurantes na beira da areia e a história dos fornos de conchas.
Início/Guia de Torres
Guia da Morada da Lagoa
Os lugares que a gente indica para os nossos hóspedes: primeiro os da cidade, quase todos a pé da pousada; depois os passeios pela região, de Santa Catarina aos cânions da serra. Distâncias e tempos medidos no Google Maps saindo da nossa porta.
Na cidade
Toque num ponto do mapa para ver o que é, a distância da pousada e a rota — ou escolha pela lista. Para ver as ruas, troque para o mapa de ruas.

Pousada Praias Natureza Passeios Cultura
Entre o Morro do Farol e o Morro das Furnas, com bares e restaurantes na beira da areia e a história dos fornos de conchas.
A praia aos pés das falésias de basalto, dentro do Parque da Guarita. O cenário mais fotografado de Torres.
A praia urbana do centro, a mais movimentada do verão, com calçadão e quiosques.
A faixa de areia junto aos molhes do Rio Mampituba, no extremo norte da cidade. Ponto de surfe e de pôr do sol.
As falésias de basalto que só existem aqui no litoral brasileiro. Vá no fim da tarde.
Pista de caminhada, esportes náuticos e o pôr do sol, a poucos passos da pousada.
A Torre do Meio, com trilha no platô e vista para duas praias ao mesmo tempo.
O mirante mais alto, com o farol, a rampa de voo livre e a vista das praias.
Dunas, lagoas e restinga preservadas, com trilhas monitoradas.
A única ilha marítima do RS, refúgio de lobos-marinhos. Só se vê de longe ou de barco.
Onde o Mampituba encontra o mar, na divisa com Santa Catarina. Pôr do sol e golfinhos.
Ver as três torres a partir do mar, ou chegar perto da Ilha dos Lobos.
Ver Torres do alto, ao nascer do sol — com operador especializado da região.
De caminho indígena a forte, vila e principal praia do Rio Grande do Sul.
Mapas antigos e os naufrágios da costa mais perigosa do Brasil.
Gastronomia
Torres vive do mar e do Rio Mampituba, e a 20 minutos começa a tradição alemã do café colonial e da cachaça de alambique. Na cidade, a mesa vai do peixe e da casquinha de siri à pizza de forno à lenha, ao sushi e à parrilla.
Réveillon, Carnaval, Balonismo e feriadões lotam também os restaurantes. Nesses dias, reserve mesa com antecedência, principalmente à beira-mar.
A gente não serve café da manhã, mas a cozinha compartilhada fica à disposição para você montar o seu, no seu horário.
Do outro lado do WhatsApp tem gente que mora em Torres. Diga o que você gosta de comer e o orçamento, e a gente aponta o caminho.
Frutos do marOs restaurantes tradicionais do Centro e das praias urbanas trabalham com peixes, frutos do mar e petiscos. Boa parte fica a uma caminhada da pousada.
A casquinha de siri é um dos pratos que mais aparecem nos cardápios do litoral. O Cantinho do Pescador, casa de Torres que se apresenta com 50 anos de tradição em frutos do mar, chama a casquinha de "a grande estrela" do restaurante. Citamos como exemplo; confirme horários e faça reserva direto com o restaurante.
Fonte: Site do Cantinho do Pescador
Peixe frescoA pesca artesanal faz parte da história da cidade. Às margens do Mampituba fica a primeira peixaria com certificação municipal (SIM) de Torres, de 2019.
Pesca esportivaTorres se apresenta como Capital Gaúcha do Robalo e recebe torneios de pesca esportiva ao longo do ano — nos molhes e no rio.
Nem só de peixe vive o cardápio. A lista da prefeitura reúne mais de 30 endereços: restaurantes, parrillas e steakhouses, oito pizzarias (algumas de forno à lenha), casas de sushi e hamburgueria. É a saída para quem viaja com gente de gostos diferentes.
Fonte: Prefeitura de Torres — restaurantes, pizzarias e sushi
A 22 minutos, a colônia alemã de Dom Pedro de Alcântara mantém a tradição da cachaça de alambique, do açúcar mascavo e dos cafés coloniais. Confirme horários antes de ir.
Ver a lista de restaurantes da prefeitura Pedir uma indicação pelo WhatsApp
Cardápios, horários e preços mudam; confirme com cada casa antes de ir. Informações conferidas em outubro de 2026.
Eventos e feriados
Feriados e festas dos próximos 12 meses, de outubro de 2026 a setembro de 2027, com o que muda na cidade e na hospedagem. Réveillon, Carnaval, Balonismo e os feriadões lotam: reserve cedo.
Feriado nacional · feriadão de 3 dias (sáb 10 a seg 12)
Em 2026, o Dia das Crianças cai no mesmo dia do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida: uma segunda-feira, que vira feriadão de três dias, antes da temporada de verão.
DicaCom criança, o roteiro mais fácil é a Prainha, pequena e protegida pelas pedras, e a pista da Lagoa do Violão, a um minuto a pé da pousada.
Feriado nacional · feriadão de 3 dias (sáb 31/10 a seg 2/11)
Dia de lembrar quem partiu e de descansar. O feriadão cai na primavera, antes de a cidade encher para o verão.
DicaBom momento para caminhar na Lagoa do Violão e visitar o Parque da Guarita no fim da tarde, quando a luz bate de lado nas falésias.
Feriado nacional · cai num domingo em 2026
Em 2026 a data cai num domingo, então não há folga extra na semana. Em 2027 ela volta numa segunda-feira (15/11/2027), e aí vira feriadão de três dias.
DicaCinco dias depois vem o feriado de 20/11, que em 2026 cai numa sexta: quem quer viajar escolhe esse.
Feriado nacional · feriadão de 3 dias (sex 20 a dom 22)
Feriado nacional desde a Lei 14.759/2023, em memória de Zumbi dos Palmares e da luta contra o racismo. Em 2026 cai numa sexta-feira e abre um feriadão de três dias.
DicaPara quem gosta de trilha e de cultura: a Pedra Branca, em Mampituba, é feita exclusivamente com condutores da comunidade quilombola São Roque. Veja a página Cachoeiras e Trilhas.
Feriado nacional (25/12) · 24/12 é ponto facultativo municipal
O Natal cai numa sexta-feira e forma um feriadão de três dias, o primeiro da temporada de verão. A véspera (24/12) é ponto facultativo para o serviço público municipal, segundo a Lei 4.636/2014.
DicaA programação de Natal de 2026 ainda não tem divulgação oficial (conferido em 03/10/2026). As datas de fim de ano são as primeiras a esgotar: quem decide cedo escolhe a suíte.
Feriado nacional (1/1) · feriadão de sexta a domingo, ou 4 dias emendando a quinta (31/12)
Na virada 2025/2026, a prefeitura fez duas noites de shows gratuitos na praia (30 e 31/12), com cerca de 850 mil pessoas e fogos de aproximadamente 18 minutos. A programação de 2026/2027 ainda não foi divulgada.
DicaÉ a data mais disputada do ano. Com a cidade lotada, vale chegar cedo e deixar o carro parado: o Centro dá para fazer a pé.
Feriado municipal · terça em 2027
Missa, procissão motorizada pelas ruas à tarde e missa campal na Praça dos Navegantes. A devoção é a dos pescadores e marinheiros, e combina com a vocação marítima de Torres.
DicaEm 2027 cai numa terça-feira, em pleno verão: quem emenda a segunda faz um feriadão de quatro dias.
Segunda e terça são ponto facultativo municipal · terça de Carnaval em 9/2/2027
Em 2026, a Folia de Rua teve programação gratuita de sexta a terça, com blocos, trio, DJs e carnaval infantil. Em 2027, a terça de Carnaval cai em 9 de fevereiro, e a programação oficial ainda não foi divulgada.
DicaJunto com Réveillon e Balonismo, é uma das datas que lotam a hospedagem.
Sexta-feira Santa é feriado nacional · feriadão de 3 dias
Sexta-feira Santa em 26/03 e Páscoa em 28/03/2027. É um feriadão logo depois do verão, para quem prefere a praia mais tranquila.
DicaA programação religiosa e cultural varia de ano para ano: consulte a agenda da prefeitura e a paróquia perto da data.
Feriado nacional · quarta-feira em 2027
Cai numa quarta-feira em 2027, sem feriadão automático. Muita gente emenda a semana, e a data fica a poucos dias do período em que costuma acontecer o Festival de Balonismo.
DicaEm 2026 o Balonismo foi de 30/04 a 03/05, emendando com o 1º de maio.
Evento · datas de 2027 a anunciar
Torres é a Capital Nacional do Balonismo (Lei 14.808/2024). A edição de 2026 foi de 30 de abril a 3 de maio. As datas de 2027 ainda aguardam anúncio oficial.
DicaAssim que a prefeitura divulgar as datas, vale consultar a disponibilidade: é uma das semanas mais disputadas do ano.
Feriado nacional · cai num sábado em 2027
Em 2027 cai num sábado, sem folga extra na semana. Em 2026, o 1º de maio (sexta) emendou com o fim de semana do Balonismo.
DicaSe o Balonismo de 2027 for no mesmo período, a procura por hospedagem sobe, mesmo sem feriado na sexta.
Evento · datas de 2027 a confirmar
Organizado pelo CTG Porteira Gaúcha, na Vila São João. A 37ª edição foi de 14 a 17 de maio de 2026.
DicaPara conhecer de perto a tradição gaúcha.
Feriado municipal · feriadão de 3 dias (sex 21 a dom 23)
A cidade comemora a data todos os anos com programação própria. Em 2026, no aniversário de 148 anos, a prefeitura organizou programação gratuita de lazer, saúde e esporte.
DicaEm 2027 o aniversário cai numa sexta-feira e abre um feriadão de três dias.
Ponto facultativo · quinta-feira em 2027
Celebração católica, 60 dias depois da Páscoa. Não está na lista de feriados municipais de Torres; costuma ser ponto facultativo, e muita gente emenda a sexta.
DicaSe for emendar, confirme com o seu trabalho e com o comércio local.
Feriado municipal · cai num domingo em 2027
Feriado municipal do padroeiro, com celebração na Igreja São Domingos, a Matriz de 1824 em volta da qual o povoado nasceu.
DicaEm pleno inverno, vale conhecer a Matriz, que está no mapa do guia, na seção Na cidade.
Feriado nacional · terça-feira em 2027
Torres faz desfile cívico no dia. Em 2026, a prefeitura descreveu o evento como um grande desfile cívico, com patriotismo e integração.
DicaCai numa terça em 2027: quem emenda a segunda forma um feriadão de quatro dias.
Feriado estadual (20/9) · feriadão de 3 dias (sáb 18 a seg 20)
Shows nativistas, competições campeiras e comida típica. Em 2026 foi de 14 a 20 de setembro, com desfile a cavalo no dia 20.
DicaEm 2027, o dia 20 cai numa segunda-feira e fecha a semana com feriadão.
Datas de edições futuras só entram aqui depois do anúncio oficial da prefeitura. Feriados municipais conforme as Leis 3.544/2001, 3.737/2003 e 4.215/2009. Conferido em 03/10/2026.
Nas Proximidades
Quer ir além de Torres? Descubra cânions, trilhas, paisagens e pequenas cidades que também cabem no seu roteiro.
Ver no mapa
Passo de Torres · SCMorro dos Macacos e regiãoPonte pênsil, macacos-prego e a Lagoa do Sombrioa partir de 6 min de carro →
Mampituba · Três Cachoeiras · MorrinhosCachoeiras e trilhasPiscinas naturais, Lago Azul e o Cânion Tajuvasa partir de 37 min de carro →
Laguna · SCLaguna, um dia de históriaCentro histórico, botos e Farol de Santa Martacerca de 2h10 de carro →Pousada Até 1 h de carro De 2 a 3 h
Do outro lado do Mampituba já é Santa Catarina. Atravesse a pé pela ponte pênsil, reaberta em 2024, e veja os molhes pelo lado catarinense.
Parque recreativo na zona rural, com café caseiro e piquenique. Abre de sexta a domingo, das 9h30 às 18h. Entrada R$ 12; criança até 6 anos não paga (out/2026). Confirme antes de ir.
3Mata nativa com macacos-prego soltos, trilhas e vista da Lagoa do Sombrio. Área particular: confirme o funcionamento antes de sair.
Morro de cerca de 270 m com vista da maior lagoa de água doce de Santa Catarina. O último trecho é estreito e sem guarda-corpo.
A maior orla de Santa Catarina, com 23 km de praias e lagoas — bem mais calma que Torres no verão.
A colônia alemã de 1826 ao lado de Torres: gruta com 117 degraus, mirante do Morro da Boa Vista e a Lagoa Itapeva.
Litoral mais calmo ao sul de Torres, com o Parque Natural Tupancy (restinga, dunas e lagoas) e o farol à beira-mar.
O Cânion Tajuvas, para quem gosta de caminhar de verdade: a volta completa tem cerca de 17 km, é difícil e deve ser feita com guia.
9A entrada por baixo dos cânions: Trilha do Rio do Boi, Malacara, boia-cross e balão. Várias trilhas exigem guia credenciado.
10Poço das Andorinhas e Poço do Morcego, piscinas naturais no fim de uma estrada de chão, e a Rota Vila Italiana no Morro Azul.
11Vale verde aos pés da serra, no Geoparque da UNESCO. Cachoeira do Lago Azul (8h–18h), Cachoeira dos Borges e trilhas com condutor.
Distâncias e tempos de carro medidos no Google Maps saindo da Rua Elcio Lima, 179, em 26/09/2026, sem trânsito de temporada. Em janeiro e nos feriados, conte com mais. Horários, preços e funcionamento mudam: confirme antes de sair.
Mais longe
Destinos para um dia inteiro — ou para esticar a viagem com uma noite fora. Saia cedo e volte para Torres no fim do dia.
As bordas dos cânions, no alto da serra. Trilhas curtas até mirantes sobre paredões de centenas de metros. Ingresso na Urbia.
Centro histórico tombado pelo IPHAN, a Casa de Anita Garibaldi, a pesca com os botos e o Farol de Santa Marta.
A SC-390 sobe a serra em curvas até um mirante a mais de 1.500 m de altitude. Evite dias de neblina.
Dicas de quem mora aqui
Saindo da pousada, a pé: Lagoa do Violão em 3 min, Igreja Matriz em 12, Praia Grande em 14, Prainha em 15, Morro do Farol e Praia da Cal em 19 (tempos do Google Maps).
Aí o passeio é mais longe e vale o dia: Morro dos Macacos (12,9 km · 22 min), Mirante dos Butiás (10,6 km · 18 min) e as cachoeiras de Mampituba (32,3 km · 58 min). Confirme o funcionamento antes de sair.
A luz baixa bate de lado nas falésias e as fotos ficam outras. Leve casaco: o vento no alto do paredão engana.
Neblina fecha a vista dos cânions em muitos dias. Saia cedo, confira a previsão e leve água e lanche.
Réveillon, janeiro, Carnaval e o Festival de Balonismo lotam a cidade. Garanta a hospedagem com antecedência.
Sua base em Torres
Suítes no Centro, a um minuto da Lagoa do Violão, com cozinha compartilhada e dicas de passeio direto com a gente. Mande suas datas pelo WhatsApp.
É o principal atrativo da cidade e o motivo pelo qual Torres não se parece com nenhuma outra praia do Brasil: as falésias basálticas que caem direto no mar não existem em nenhum outro ponto do litoral brasileiro. A rocha ali tem cerca de 150 milhões de anos.
O parque foi criado pelo Decreto Estadual nº 21.540, de 28 de dezembro de 1971, e o projeto paisagístico é assinado por Burle Marx, o mesmo do calçadão de Copacabana. Em 14 de outubro de 1981 a área foi declarada de interesse turístico especial pelo Estado.
Dentro do parque estão a Praia da Guarita, a Torre Sul e a Torre do Meio. Na Torre Sul há uma escadaria de mais de 100 degraus que leva ao topo do paredão, de onde se vê o mar quebrando na pedra lá embaixo. Vá no fim da tarde: a luz bate de lado nas falésias.
A cidade se chama Torres por causa delas. São três formações rochosas alinhadas à beira-mar que, vistas de longe, parecem torres — e é assim que aparecem descritas em documentos da administração colonial e imperial.
São elas: a Torre Norte, que é o Morro do Farol; a Torre do Meio, o Morro das Furnas; e a Torre Sul, onde fica a Praia da Guarita.
Percorrer as três em um mesmo dia é o passeio clássico de quem chega a Torres pela primeira vez.
O ponto mais carregado de história da cidade. Antes de qualquer construção, o morro abrigou um cemitério indígena — sinal de ocupação humana muito anterior à colonização.
Em 1777 foi erguido ali o Forte de São Diogo, posição militar que aproveitava a vista privilegiada sobre o mar. O primeiro farol foi construído em 1911, e é dele que vem o nome pelo qual o morro é conhecido até hoje.
Do alto se vê a Praia Grande de um lado e, em dias limpos, a Ilha dos Lobos no horizonte.
A Torre do Meio fica entre a Praia da Cal e a Praia da Guarita e é a maior das três: são cerca de 800 metros de extensão.
O nome vem das furnas — cavidades abertas na rocha pela ação do mar ao longo de milhares de anos. No topo há um platô com trilha, uma das melhores caminhadas da cidade, com vista para as duas praias ao mesmo tempo.
O nome vem da forma: vista de cima, a lagoa lembra um violão. Nem sempre se chamou assim — por muito tempo foi Lagoa das Torres, e também é conhecida como Lagoa da Vila.
Sobre a origem geológica, o historiador Ruy Ruben Ruschel, no livro Torres tem história, aponta que ela pode ter se formado pelo represamento das águas interiores durante a formação das restingas litorâneas.
E existe a versão romântica, que os moradores contam há gerações: uma moça apaixonada teria chorado dias abraçada ao violão do amado, e das lágrimas nasceu a lagoa com o formato do instrumento.
Hoje é o cartão-postal do dia a dia da cidade: pista de caminhada, esportes náuticos e o pôr do sol mais fotografado de Torres — tudo a um minuto a pé da pousada.
A única ilha marítima do Rio Grande do Sul, a 1,8 km da costa. É uma unidade de conservação federal — Refúgio de Vida Silvestre, administrado pelo ICMBio.
O nome vem dos lobos-marinhos e focas que usam a ilha como descanso na migração vinda do sul. Há registros desde 1797 da presença desses animais ali.
Não é permitido desembarcar, mas dá para avistar a ilha do alto dos morros e há saídas de barco que se aproximam. No inverno as chances de ver os lobos são maiores.
O nome não tem nada de poético — é história econômica. Até a década de 1940 funcionavam ali fornos de queima de conchas, retiradas dos sambaquis da região, para a produção de cal.
Sambaquis são montes de conchas acumulados por populações indígenas ao longo de milhares de anos. Em Torres eles viraram matéria-prima — e deixaram o nome na praia.
Hoje é uma das praias mais urbanizadas de Torres, com boa infraestrutura de bares e restaurantes, e fica bem ao lado do Parque da Guarita.
É a praia urbana de Torres, colada ao centro da cidade e a mais movimentada no verão. A orla concentra quiosques, calçadão e a maior parte da estrutura de veraneio.
De um extremo se vê o Morro do Farol; do outro, a sequência de morros que formam o cartão-postal da cidade. É a escolha de quem quer praia sem precisar de carro.
Conhecida também como Praia do Meio, é pequena e protegida: cerca de 500 metros de extensão e uma orla de pedras que quebra a força do mar. Por isso é a preferida das famílias com crianças.
Fica entre a Praia Grande e a Praia da Cal, encaixada entre os morros — e é ali que está o letreiro TORRES, a foto obrigatória de quem visita a cidade.
A 12 minutos a pé da pousada.
Os molhes são estruturas de pedra que protegem a foz do Rio Mampituba — o mesmo rio que marca a divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Você atravessa uma ponte e muda de estado.
É ponto tradicional de pesca e de caminhada ao entardecer. A região é frequentada por golfinhos, que aparecem com alguma constância nas águas próximas.
Criado em 12 de dezembro de 2002, protege quase mil hectares de restinga e Mata Atlântica no litoral norte gaúcho, já na divisa com Santa Catarina — com dunas, lagoas e praia.
O parque abriga espécies ameaçadas de extinção, entre elas o macaco-prego-de-crista e o gato-do-mato-pequeno. Tem trilhas monitoradas e é a melhor parada para quem gosta de observação de fauna e flora.
São cerca de 6 quilômetros de praia dentro do Parque Estadual de Itapeva. É conhecida como Praia de Fora justamente por ficar fora do perímetro urbano.
Aqui não há quiosque, calçadão nem guarda-sol para alugar: é mar aberto, ondas fortes e dunas até onde a vista alcança. Vale para quem quer caminhar quilômetros sem encontrar ninguém — e é o oposto exato da Praia Grande no auge do verão.
Por não ter infraestrutura e ter mar agitado, não é indicada para banho com crianças pequenas.
É a forma menos óbvia e mais bonita de ver Torres: do mar. Os barcos saem da barra do Rio Mampituba e contornam a costa, passando pela Praia do Farol, Praia Grande, Praia da Guarita e Praia da Cal.
Ver as três torres de basalto a partir da água é uma perspectiva completamente diferente da que se tem do alto dos morros — dá para entender por que a cidade recebeu esse nome.
Há também a saída específica até a Ilha dos Lobos, que chega perto o suficiente para ver os lobos-marinhos nas pedras. No inverno as chances de avistá-los são maiores.
Quem faz o passeio: os passeios são operados pela Barcos Marina, que sai do cais no Rio Mampituba. Consulte horários e valores direto com eles.
A primeira igreja de Torres, construída em 1824. Foi ela que fez a cidade existir: a construção atraiu os moradores dispersos pela região e deu origem ao povoado.
O nome une as duas referências que explicam Torres — São Domingos, o santo invocado na criação da capela, e as "Torres", como as falésias junto ao mar eram chamadas nos documentos coloniais. Daí o nome original do lugar: São Domingos das Torres.
Realizado anualmente desde 1989, é o maior festival de balonismo da América Latina e rendeu a Torres o título de Capital Brasileira do Balonismo.
Acontece em abril, em torno da Semana Santa, e reúne pilotos do mundo inteiro. O céu da cidade amanhece tomado de balões — e essa é, disparado, a semana mais concorrida do ano.
Se você pretende vir no Balonismo, reserve com meses de antecedência. As acomodações da cidade esgotam cedo.
Quer sobrevoar Torres de balão?
Voos com a Sky Road, parceira especializada em balonismo na região.
Antes de ser destino de praia, Torres foi fronteira, passagem de tropeiros e posto militar. A cidade que hoje recebe turista do estado inteiro nasceu de um caminho que os indígenas abriram e que os portugueses aproveitaram para tomar um território que, no papel, nem era deles.
A região era fronteira da nação indígena ibirajara, que dominava até o Rio Mampituba, tendo os patos — ou carijós — ao norte. Foram eles que abriram as trilhas pelo estreito corredor de planície entre a serra e o mar.
No século XVII essas mesmas trilhas viraram o caminho dos portugueses que subiam e desciam o litoral — apesar de o Tratado de Tordesilhas colocar aquelas terras do lado espanhol. Vinham tropeiros atrás do gado que se multiplicava solto no pampa, e vinham também caçadores de escravos atrás dos índios. O resultado foi o despovoamento indígena da região: os que não foram mortos ou capturados fugiram serra acima.
Por ser passagem obrigatória, o lugar ganhou importância militar. Em meados do século XVIII foram instalados ali a Guarda e Registro e o Forte de São Diogo das Torres, no alto do Morro do Farol, para fiscalizar quem passava e defender a fronteira.
Em 1818 o Marquês de Alegrete autorizou a formação do povoado e a construção de um templo; por volta de 1820 começou a ocupação de fato. Com a Igreja de São Domingos, erguida em 1824, os moradores dispersos se reuniram em torno dela — e foi assim que a vila existiu. Depois vieram os imigrantes italianos e alemães.
Em 1837 o povoado virou freguesia. Em 21 de maio de 1878, pela Lei nº 1.152, a freguesia de São Domingos das Torres foi elevada a vila, separando-se de Conceição do Arroio — a atual Osório.
Durou pouco: em 1887 o município foi extinto e o território voltou a pertencer a Conceição do Arroio. Só em 1890 Torres voltou a ser município, já com o nome que tem hoje. Por isso se diz que a cidade nasceu duas vezes.
A economia era pesca e agricultura de subsistência. A virada veio em 1915, com José Antônio Picoral — filho da colônia de São Pedro de Alcântara que virou comerciante próspero em Porto Alegre e foi o primeiro a enxergar o potencial turístico daqui. Ele instalou o Balneário Picoral, com sede no Hotel Voges, logo rebatizado Hotel Picoral: o maior empreendimento turístico do estado na época.
Em 1936 nasceu a SAPT — Sociedade Amigos da Praia de Torres, de gente que apostava no desenvolvimento da cidade. Nos anos 1950 a SAPT ergueu, à beira do Rio Mampituba, um dos maiores edifícios da América do Sul à época — o prédio que até hoje abriga o Grande Hotel Torres.
O primeiro farol subiu no morro em 1911. O Parque Estadual da Guarita foi criado em 1971, com projeto paisagístico de Burle Marx. O Festival de Balonismo começou em 1989 e rendeu à cidade o título de Capital Brasileira do Balonismo. O Parque Estadual de Itapeva veio em 2002.
De rota de tropeiro a principal destino de praia do Rio Grande do Sul, foram pouco mais de duzentos anos — e as três torres de basalto que deram nome a tudo continuam exatamente onde estavam.
Torres é só uma esquina de uma província que levou mais de um século para virar estado. O mapa de 1860 acima mostra a São Pedro do Rio Grande do Sul de então: um território de fronteira viva com Argentina e Uruguai, cortado por rotas de tropeiro e recém-saído das Guerras Farroupilha (1835–1845) e do Paraguai (1864–1870).
O litoral gaúcho é reto, raso e praticamente sem baías ou portos abrigados — uma combinação que, somada a ressacas, ciclones e bancos de areia, fez dele a costa com mais naufrágios do país. Entre 1775 e 2004 foram registrados 242 acidentes marítimos na região, o suficiente para o trecho ganhar o apelido de "cemitério de navios".
Entre os naufrágios mais lembrados estão o navio inglês Prince of Wales, em 1861, e o vapor brasileiro Rio Apa, que afundou em 1887 numa tempestade violenta, matando 119 pessoas. Mais ao sul, os destroços do cargueiro Mount Athos ainda descansam na praia, perto do Farol da Solidão.
O segundo mapa acima é uma ilustração de época sobre os naufrágios do litoral gaúcho — os nomes e datas de navios nele são estilizados e não devem ser lidos como registro histórico exato. Os fatos e datas citados no texto acima foram verificados em fontes separadas.